Verbena


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20/04/2004 01:02
Morre lentamente quem não troca de idéias, não troca de discurso... Evita as próprias contradições. > >Morre lentamente quem vira escravo do hábito, repetindo todos os dias o >mesmo trajeto e as mesmas compras no supermercado. > >Quem não troca de marca, não arrisca vestir uma cor nova, não dá papo >para quem não conhece. > >Morre lentamente quem faz da TV o seu guru e seu parceiro diário. (Como >pode 14 polegadas ocupar tanto espaço em uma vida?). > >Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o preto no branco e >os pingos nos is a um turbilhão de emoções indomáveis, justamente as que >resgatam brilho nos olhos, sorrisos e soluços, coração aos tropeços, >sentimentos. > > >Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho, >quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho, quem não se >permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos. > >Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem >não acha graça de si mesmo. > >Morre lentamente quem destrói seu amor próprio, quem não se deixa >ajudar. > >Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva >incessante, desistindo de um projeto antes de iniciá-lo, não perguntando >sobre um assunto que desconhece e não respondendo quando lhe indagam o >que sabe. >Evitemos a morte em suaves prestações... >... lembrando sempre que estar vivo exige um esforço bem maior do que >simplesmente respirar.
enviada por Verbena






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